Primeiro Segundo Copérnico

Tempos Nebulosos

- “Não sei porquê, mas não estava surpreso com a volta de Gartbelt.” – Copérnico, sentado em uma poltrona, bebe o último gole de vodca que havia em seu copo. Depois de uma breve pausa, continua:

- “Aquele território da Luz, depois que visitamos a Pinacoteca e tivemos contato com os habitantes do local, me pareceu um território dominado por mortos-vivos que tratam os adormecidos como marionetes. Não somente lá, mas em toda São Paulo. Se bem me recordo, o nome do líder deles, quando fomos conversar sobre um possível tratado, era Don Rafael ?!” – Uma luz branda adentra o laboratório pela porta principal, quebrando a penumbra que situava-se no local.

- “Copérnico, Por qué no vienes a comer?” – Uma voz rouca e forte ecoa no ambiente.

- “Estou indo Corvo, deixe-me terminar essas anotações.” – Vira-se para a porta, enquanto ela se fecha e gera alguns sussurros em algum dialeto em espanhol até encostar-se por completo.

- “Bom, o que mais ?” – Copérnico vira-se para o lado, e em uma poltrona ao lado, um jovem de aparência pensativa esfrega a cabeça e diz: “Don Rafael era o nome dele mesmo, e vocês fizeram o trato com ele de ficar cada um no seu canto. Acho que foi melhor mesmo. Fora que depois, quando foram conversar com o Voyle, ele disse a mesma coisa, que ninguém mexia naquele lugar por conta dessa concentração de vampiros no local.”

- " É verdade, tanto que quando houve a reunião do Consilium, abdicamos da Luz e …" – um tapa na mesa em frente as poltronas, que faz tremer o copo que Copérnico acabara de depositar ali, interrompe a frase.

- “Voyle tentou manda-los pra morte, não se lembra ?! Com aquela história de Lobisomens vindo de Mairiporã …. Ainda bem que o Francis interviu, e disse que tinha uma missão pra vocês. Era pra vocês irem buscar umas arvores em Arcádia, lembra Copérnico ?” – O jovem que no começo estava exaltado, agora aparece com um semblante de dúvida e alegria ao mesmo tempo.

- “Não foi o Francis, foi o Morous. Ele devia 3 favores para nós, e esse acabou sendo um deles.” – O jovem Mago mexe em seu relógio, analisando os ponteiros que marcavam os segundos e os minutos.

- “É mesmo, foi quando também visitamos aquela loja de produtos mágicos, onde consegui esse relógio. É meio antiquado, mas parece que todos compraram coisas interessantes ali.” – Copérnico serve mais um copo de vodka, enquanto o jovem se levanta e caminha em direção à bancada de trabalho do laboratório.

- “E essa máquina que você criou, funciona mesmo?”

- “Claro que funciona André, caralho, ‘tá’ duvidando ?” – O mago levanta e vai até a máquina, ligando somente o botão power, que deixa o outro assustado com a peça.

- “Caramba, deu certo mesmo ! Você leva jeito pra coisa Copérnico, parabéns !” – O jovem dá uns tapinhas nas costas do amigo, que retribui oferecendo um gole da bebida que está tomando, recebendo um não obrigado como resposta.

- “Bom, vamos voltar a lembrar dos fatos?” – pergunta André ao amigo.

- “Vamos!” – Os dois caminham novamente para as poltronas, e começam o papo novamente, quando de repente…

- “Maldición Copérnico, no vienes a comer? Puesto que todos esté comiendo, menos ostê!” – a mesma voz berra pela porta que abrira sem que notassem.

- “Ok ok, estou indo… Depois a gente continua André.” – Copérnico levanta-se e vai até a cozinha encontrar-se com seus companheiros de Cabala.

Aliados, Inimigos, Politicas e Supernos à parte

Devaneios em meio a plantas e peças aleatórias

- “Corvo entra para a cabala. Coitado, mal chegou e já se enfiou, certo que como nós, na politicagem do Consilium. Sorte dele que recebeu isenção no comunicado que Moroes, o Lictor, nos deixou. Julgamento por violar a Lex Magica. 13 transgreções. Temos realmente culpa ?”

- “As pistas não param de chegar. Benjamin estava envolvido até a cabeça com um plano de conspirações e Abismo. Pare de pensar nisso, já conseguimos informações. Deixe que eu analiso enquanto você rabisca essa planta ae. Quer um copo de vodka ?”

- “Visita da cabala das Lendas em nosso Oratório. Moroes, surpresa, é o lider. A Velha quer negociar com Maestro. Livro Odisséia de Homero. Parece ser importante para eles. Persefone veio junto, que bom, precisava falar com ela mesmo. Faz um bom tempo que não conversamos, sinto falta de seus conselhos. Creio que ela também quer nosso bem. Parece que a negociação vai além de cabalas.”

- “Negócio fechado ! Livro da Odisséia mais umas peças de teatro do avó de Maestro, por alivio na pena do julgamento. Parece bom. Só eu que sinto um cheiro de corrupção por aqui … Mas não importa, parece que o consilium vai se reunir hoje a noite.”

- “HAHAHA ! Não consigo tirar esse sorriso idiota da minha cara. Voile queria nos ferrar novamente, mandando-nos averiguar uma infestação de lobisomens vindos de Mairiporã. Moroes interferiu, dizendo que estavamos fazendo um serviço para ele. A cabala dos Circulos foi designada então para o serviço. Fico pensando que foi bom, mas será que eles não vão precisar de ajuda ? Vou falar com o Maestro sobre isso …”

- “HAHAHAHA ! Novamente ! Não acredito, criamos nosso sacrário dentro do território da cabala dos Animais chineses e da cabala dos Elementos, por sinal o Consilium da cidade. Não tinhamos conhecimento aonde era compreendido o território deles, mas que o destino nos prega umas peças bem engraçadas, isso sim é bizarro. Bom, um pagamento de 15 taças para eles está muito bem pago, contando que temos um ciclo lunar para tal e temos 9 já. Faltam só 6 … Maestro, não tente pegar mais território, vai ser f*da controlar isso tudo. Ainda bem que foi bem dividido isso ae.”

- “Votação para formação de novo Consilium da cidade. Resultado: Nenhum. Só serviu pra mostrar como uns estão mais distantes dos outros nas questões ideológicas. Exemplo disso, foi toda a pompa que eles criaram em nosso julgamento. Imaginem, jurar por Atlântida e bla bla bla … Daqui a pouco vamos começar a fazer nossas reuniões em meio a clareiras ou tumbas, com fogueiras e sacrificios de animais … Antiguados eu penso. Deixem de serem atrasados e pensem no futuro, parem de viver o passado.”

- "Decisão do julgamento: Moroes queria a pena minima. O Consilium, pena máxima. Gartbelt, absolvição total. Votação do Consilium. Todos votaram, e Francis com voto de minerva. Estamos ferrados, ele vai querer nossas cabeças em bandejas de prata. Certeza … então ele pronunciou: Declaro, ABSOLVIÇÃO TOTAL !. (silêncio) HAHAHAHA ! Francis seu safado, não queria perder seus novos “aliados” não é ?! Voile ficou muito bravo ! Estava parecendo um touro avançando em cima do toureiro, com seu olhar para Francis e Gartbelt.

- “Voile e Gartbelt. Após julgamento e reunião, se estranharam. CARAMBA! Luta até a morte. Quem venceu ? Bom, fomos embora antes de saber. Melhor assim, preciso terminar essas plantas. 21 peças para o MANAMAKER. PRONTO ! Agora as plantas estão passadas a limpo. Será que algo vai mudar com a vitória de Gartbelt ? E Voile irá ficar mais bravo ainda ? E esse copo que não para de acabar … raiva … HAHAHAHA ! julgamento … Voile … HAHAHAHA ! como sou bobo … espero que todos fiquem bem ! Vamos pegar mais umas coisinhas aqui …”

- “Copérnico … foco aí meu ! E essa história da cabala Teatro ser responsável também pelo território da Luz ? Que mancada hein C.E.O … Mas tudo bem, parece que a região está prosperando, talvez por conta da influência do Abismo que fazia aquilo tudo afundar. O bom que faremos bem para aquele local. Assim esperamos … e à parte que o hierarca diz que está no caminho de nosso território, aquela parte compreendida por perto da Paulista ali ? Está sob influência de vampiros, é isso mesmo ? Pois é, parece que teremos mais um desafio em breve, se o os vampiros ou os despertos resolverem invadir um a casa do outro.”

A Morte nos encontra … novamente

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[…] “Cara, não se preocupe, se eu encontrar o Benjamin aqui, quebro a cara dele … Vão de boa ae!” – Levi esboça um leve sorriso, enquanto os avatares são sugados novamente para o mundo Decaído.

O Consilium está reunido no teatro. Francis levou-nos, por meios dos caminhos supernos, a cabala Teatro para contactar seus amigos mortos. Achamos Arthur Hebling, o C.E.O., em sua torre, em Arcádia. Agora conseguimos ver o quão poderoso Francis é: Ele disse que se as almas quiserem voltar, poderemos revive-los. Apesar que deveriamos costurar os corpos antes … ficaram dilacerados … os convocados do Abismo fizeram um belo estrago. Mas Arthur quer voltar. Aguente firme, é já que você estará entre amigos novamente C.E.O.

Levi ( Iago Carter Martinez ) foi encontrado no Pandemonio. Disse que estava cansado do mundo. Nem me deixou terminar de falar, e já retrucou Francis, que resolveu abrir a boca na hora errada. Maldito… Se eu tivesse como, deixaria Francis apodrecer nesse inferno … COMO PODE ESCOLHER A MORTE DO QUE A VIDA !!! Levi, não faça isso …

[…]

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[…] Fique em paz amigo. Quem sabe um dia não nos encontramos novamente…

A face de todos revelam a preocupação com o que descobrimos e o luto pela morte de nossos companheiros, Mecenas e Pícaro. Copérnico está inconsolável no canto da sala, após retornar à esse mundo, senta em uma cadeira no hall de entrada do Teatro e balbucia coisas inteligiveis. Maestro conversa, juntamente com Balthazar, sobre o contato que conseguiram fazer com os dois amigos.

O Consilium está apreensivo com todos esses acontecimentos. Gartbhelt deveria ter falado com eles, mas resolveu agir por conta própria. Deu no que deu. Voyle acaba de dar uma bronca nele, e parece que aquele cara da Seta está bravo também com Balthazar. Maestro e Francis ficam negociando algo … preço … serviço … pago quando o Hierarca decidir …

“CALEM A BOCA !!! Tragam eles logo !! Deixem de burocrácia e resolvam logo isso … Não aguento mais …” – Copérnico berra em seu canto, balançando para frente e para trás, com os olhos arregalados e uma vontade ferrenha dentro de si. Demonstração de poder gratuita de Francis. Esse cara se estiver jogado na sargeta, ajudo a pisar em sua face enquanto implora por ajuda.

[…]

[…]

[…]

[…] E a morte novamente nos surpreende …

Tudo ou nada

- “Eu avisei, perguntei, e mesmo assim você ainda não entendeu ainda …” – Copérnico de cabeça baixa, esperando Balthazar terminar de invadir aquele barraco naquela favela.

- “Vai devagar aí mano, ele tá numa sala com um espelho maluco falando com ele…” – Levi observando o nosso alvo Benjamin através de Clarividência.

- “Cuidado ! Estas estátuas servem como guardiões da porta da sala principal” – Maestro avisando Balthazar por rádio sobre as estátuas de hienas com poderes ainda desconhecidos.

- “Caramba! Que criaturas são essas ? Levi, leve-nos até lá, Balthazar está em perigo !”

- “Abaixem-se!!” – Copérnico carregando uma energia em suas mãos enquanto aquelas criaturas de vários braços feitas de sombras esgueiram-se pelas paredes.

- “Que se faça a LUZ !!” – Balthazar ativa as luzes daquela “masmorra”, fritando as criaturas de sombras.

- “Mas que porr … argh !!” – Copérnico cai ao lado do amigo depois de ser atingido pelos tentáculos das criaturas.

- “Se tivermos SORTE, nosso resgate será melhor sucedido nessas circunstâncias!” – C.E.O. utilizando-se de suas habilidades para ajudar Levi a abrir o portal para resgatar dos dois membros da cabala feridos em combate.

- “Não vou perguntar o porquê nem o aonde, apenas livrem-se logo desse problema.” – Herr Docterr avisando Maestro de que é melhor não avisar ninguem antes de ter certeza do que estavamos enfrentando.

- “Estão tentando nos ferrar. Tirar nosso apoio de nosso oratório e nos enfraquecer.” – C.E.O. recebe a noticia que ordens vinda do alto escalão do poder federal exigem a retirada de nosso patrocinador do Teatro.

- “Voltemos lá, e descemos o cacete naqueles filhos de um put…” – Levi nervoso querendo voltar no local logo para exterminar aquelas criaturas.

- “Vamos fazer o seguinte …” – Todos cochicham, entrando sorrateiramente na sala do dia anterior, onde encontram Benjamin conversando novamente com aquele espelho e mais quatro criaturas do Abismo em volta dele.

Indignação entre a Nação

[…]

- “Cara, você não precisa ficar desse jeito, eu sei que vocês treinaram muito, ensaiaram muito, fizeram tudo perfeito …”

- “Mas isso não é justo … nem um pouco. Depois de andarmos por todas aquelas variáveis da torre de Arcádia … Ghartibelt, através de nós, conseguiu eliminar o tráfico de Lunargenta, e ainda por cima, conseguimos itens como essas pesquisas e um pouco de lunargenta para fazer os itens do cenário …”

- “A vida é assim Carlos, não conseguimos prever tudo.”

- “Como eu ia saber que ela ia despertar, hein ?! Me fala porra … !!!”

- “E sem contar que seu ferreiro foi assassinado por um ser que possuia uma espada do Abismo…”

- “Viu só ? Além dos crapulas do Consilium interferirem em um possivel experimento, temos também essa variável da morte de Jeremias… Tenho ou não tenho razão para ficar assim ?”

- “Tem Carlos, tem sim. Mas acalme-se, não vai adiantar você ficar assim agora. Limpe sua mente. Respire fundo. Tome mais um copo dessa vodka.”

- “As respostas para meus problemas estão começando a me deixar nervoso e confuso … Preciso sair daqui … Vamos ! Vamos … André, acho que encontrei a certeza da igualdade dessa equação.”

[…]

E-mail de C.E.O

A&A #10 – Field Report

Field Report for “Teatro – Cabala” #10

Sacrario – Stage act

The “Cabala” crew has decided to write a stage act to cover the “magical” rituals/ressonance required to build the “Sacrario”.

Maestro´s theater will need some serious rebuilding for this. C.E.O will take care of the funding (personal note: Ah, the news….)

Garthbelt requested the “Cabala” to investigate the smuggling of some Lunargent being brought directly from Arcadia. (I am actually curious about that… that place is always curious ). We will be using some kind of portal called “Orla” in some shithole country club located at some shithole town near São Paulo.

The above request still being completed. (actually we are departing to the portal in 10 min)

C.E.O

Primeiro Contato

Devaneios de uma mente perturbada: Matriz de razão do númerico Euclidiano denominado 1 …

Formação da nova cabala pelo Consilium: Reunião no Teatro Municipal.
1° cabala a ser formada depois da guerra.
Magos de São Paulo presentes. Padre negão nos recebeu na porta. Representante do Concilio Livre em São Paulo.
Hierarca de São Paulo: pertencente à cabala dos elementos (terra)
(Nota 1: os representantes dos conselhos das ordens pertencem na razão de maioria dessa cabala, apenas do “Concilio Livre” que não.)
Cabala formada: “Cabala da 5° arte: Teatro”
- Maestro: Diretor (líder)
- Copérnico: Roteirista
- Levi: Pícaro
- C.E.O: Mecenas/Produtor
- Balthazar: Contra-Regra

Opção de escolhas de oratório. Dúvida: Analisando as possibilidades ou Criar um próprio ?
Oratórios disponiveis: Todos contam com um sacrário também, porém de maior ou menor intensidade: Pesquisas realizadas no dia seguinte.
03 de junho de 2008.

1 – Casa de meditação abandonada: ressonância de paz e tranquilidade: algo suga as linhas leys do ambiente. Pesquisar mais. Sacrário sendo sugado por algo. Desativado.

2 – Boteco fechado: ressonância de morte: cheiro de sangue, possiveis vampiros no porão. Maestro “moldou” a porta para tranca-los lá embaixo. Balthazar desativou o alarme supermoderno encontrado na porta escondida que leva ao porão. Sacrário ativo no local.

3 – Casa noturna: ressonância de agitação/agressividade: Grupo de homens compraram e vivem no local. São organizados e passam um ar inquieto. Estranhissimos … Sacrário de poder elevado.

4 – Spa em funcionamento: ressonância de narcisismo/luxúria: Dona não se encontra. Lugar precariamente comandado por uma gerente. Sacrário ativo.

Deixamos as pesquisas dos outros oratórios para o dia seguinte …

Primeiro Segundo Copérnico

Nova Era nabuco